conscious2bconscious2bhttps://www.conscious2b.pt/blogNUNCA AMAMOS ALGUÉM]]>Ana Costa Camposhttps://www.conscious2b.pt/post-unico/2018/09/30/Nunca-amamos-algu%C3%A9mhttps://www.conscious2b.pt/post-unico/2018/09/30/Nunca-amamos-algu%C3%A9mSun, 30 Sep 2018 19:08:41 +0000
Este fim de semana, depois de um almoço bem simpático num hotel de charme em Coimbra, serviram-me um café decorado com um pequeno papiro, enrolado num fio de sisal. Curiosa e a pensar que a ideia era muito mais requintada que a dos bolinhos da sorte chineses, soltei o fio e desenrolei o papelinho. Confesso que este gesto foi acompanhado por um ligeiro receio disfarçado, de quem não pede às ciganas para ler a sina. A frase original pode ler-se acima, e em inglês também é bonita. Não resisti e tirei uma fotografia.
" Nunca amamos alguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos." (Fernando Pessoa, Livro do Desassossego, Fragmento 112).
Fiquei apreensiva com Pessoa falado em inglês e com a expressão own selves. Nós mesmos, como escreveu Pessoa, ou own selves como escreveu o tradutor. Algo me fez reflectir sobre esta tradução, ou melhor sobre a inevitabilidade linguística. Nós mesmos não é a mesma coisa que own selves; a primeira remete para a unicidade, para a existência de um mesmo uno e indivisível; a segunda implica mais eus, mais selves tão bem representados em Wiliam James - Me, Myself and I.
Pessoa sabia que há um sem fim de self(s) e a nossa língua não os permite. Enquanto os ingleses usam o selves e o us, o português fica-se pelo nós, que não é sinónimo de um conjunto imenso de eus, é apenas a representação linguística de mais do que um eu.
Talvez seja por isso que nos desiludimos com quem amamos. Não conhecemos os nossos inúmeros Self. Não sabemos o que ama o Me, não sabemos o que precisa o Myself e não imaginamos sequer de quem gosta o I.
Pensemos nisto, quem nos desilude o outro, ou a nossa expectativa?
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O ABANDONO E O RESPEITO]]>Ana Costa Camposhttps://www.conscious2b.pt/post-unico/2016/05/08/10-ways-to-destress-after-a-long-work-weekhttps://www.conscious2b.pt/post-unico/2016/05/08/10-ways-to-destress-after-a-long-work-weekWed, 01 Aug 2018 13:21:00 +0000
A vida tem destas coisas.Hoje, dei por mim a pensar no Abandono, e não sei explicar como. Talvez seja aquele mecanismo de associação de ideias e acontecimentos em catadupa a que os psicólogos chamam primação semântica. Este momento que, depois um olhar rápido sobre um cartaz sorridente, nos faz saltar das férias felizes em casa dos nossos familiares mais queridos, para a última viagem de comboio e, ainda, para a nossa amiga que vivia em Sesimbra, com quem não falamos há anos. Surgiu-me um rosto, depois outro e mais outro. Recordei conversas, desabafos e lágrimas e, mais uma vez sem saber como, atrás do Abandono e dos momentos sofridos, surge o Desrespeito, ilustrado pela sensação de desvalorização que destrói a autoconfiança.Abandono e Desrespeito: dois sentimentos, dois estados de alma que minam a paz e o equilíbrio, duas palavras feias que mancham as lágrimas e os rostos de muita gente. O primeiro rosto a surgir foi o de uma criança, hoje mulher, que continua a gritar em surdina o abandono. A suavidade dos seus gestos e o azul límpido dos seus olhos não conseguem esconder a frustração, a mágoa de se ter sentido abandonada pelos pais. Esta criança teve uma vida igual à de tantos outros. Depois do divórcio, tanto o pai como a mãe refizeram a sua vida. Ganhou irmãos de um lado e do outro, nunca lhe faltou um abraço, um brinquedo, uma boa escola, um quarto só para ela, uma bandolete com brilhos. Repleta de tudo, a verdade é que o abandono se instalou. O sentimento de abandono minou a sua autoconfiança e desdobrou-se em frustrações e em artes de (des)agradar. Passaram 35 anos, e o abandono alapado continua a ouvir-se ao longe, no sussurrar dos gritos de mágoa. A verdade é que a Constança foi abandonada pelos pais e, muito mais especificamente, pela mãe.
A Constança sente e continua a viver o abandono. Sem explicação imediata, do abandono saltei para a timidez insegura da Inês e para a dificuldade que ela tem em comunicar, em dizer o que pensa. Tal como a Inês e tantas pessoas que tenho tido o privilégio de ouvir, escuto-lhes uma zanga, uma desconfiança, alguma rispidez e intolerância para com os outros. Noto-lhes uma insegurança mascarada de altivez ou de receios múltiplos, percebo-lhes um olhar desconfiado, porque afinal o que procuram é ser respeitados.
O que é o respeito? O que nos faz precisar de respeito, como é ser respeitado?
As respostas são interessantíssimas. Percebemos que as pessoas não sabem o caminho para o respeito e andam a fugir da dor de serem desrespeitados. A mágoa vem carregada de desconsiderações, de memórias difusas de momentos humilhantes da infância e de nós apertados numa garganta que não conseguia ainda falar. Os gritos de revolta foram amordaçados, porque as relações de autoridade, a necessidade de reconhecimento e aceitação não permitiam o confronto. A verdade é que a Inês sentiu-se humilhada e acredita que foi desconsiderada. Hoje, com quase 40 anos, continua desesperadamente à procura do respeito.
Qual é, então, a ligação entre o abandono e o desrespeito? São ambas palavras sentidas, verdades vividas. São apenas verdades, nunca são "a" verdade.
A verdade é uma falsidade, porque a verdade é uma combinação arbitrária de fragmentos que podemos transformar. E, na realidade, enquanto lambemos as nossas feridas, não entendemos que aquilo que nos acontece é apenas um julgamento de um acontecimento que, por muito doloroso e desestruturante que seja, tem um tempo e um espaço definidos. É aí, nesse espaço, que escrevemos a nossa história. A vitória está, não no que nos acontece, mas, na forma como respondemos e lidamos com o que nos acontece.
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DESABAFAR NÃO É O MESMO QUE PEDIR OPINIÕES]]>Ana Costa Camposhttps://www.conscious2b.pt/post-unico/2018/07/05/Desabafar-n%C3%A3o-%C3%A9-o-mesmo-que-pedir-opini%C3%B5eshttps://www.conscious2b.pt/post-unico/2018/07/05/Desabafar-n%C3%A3o-%C3%A9-o-mesmo-que-pedir-opini%C3%B5esThu, 05 Jul 2018 14:40:29 +0000
Precisamos de desabafar e há tão poucos que nos sabem escutar! Assim que começamos a falar, as opiniões dos outros saltam que nem pipocas.
Quem nos ouve tem sempre uma solução, um remédio especial e único que exibe com orgulho!
- Já fui chamada à escola por duas vezes! o Diogo está terrível...
Ainda não se acabou a frase e já salta uma pipoca,
...claro, tens de ser mais dura, não podes deixar que ele faça o que bem quer e entende. O meu Martim está no Judo e só lhe faz bem….bla, blá.
Toma lá e embrulha. És uma incapaz e não sabes procurar soluções. Para além de nos passarem atestados de incompetência e, como todos são as melhores mães ou pais do que nós (mesmo aqueles que não têm filhos), somos os únicos que ainda não "vimos" bem o problema. Além disso, a solução está mesmo ali, à nossa frente.
Percebam ouvidos cerosos !!! eu não quero soluções, não quero doutrinas, nem quero saber se há pessoas em pior estado do que eu. Eu sou cool, sou boa mãe, sou alegre e divertida, só quero desabafar, certo?
Eu não quero conselhos, quero apenas ouvir-me, sentir que tenho alguém que me dedica um tempo, mesmo que não sirva para nada.
Só preciso que me escutem de forma activa, não quero opiniões e soluções. Só preciso que me oiçam e me façam perguntas, que promovam condições para o discernimento, que ajudem a perceber o caminho que devo tomar.
Simples, não é? Então porque não conseguimos? Porque somos tentados a resolver os problemas dos outros alvitrando soluções imediatas e, quem sabe, despropositadas?
Se somos assim com os amigos, somos também com os nossos parceiros de vida, com os nossos pais e com os nossos filhos. Ouvimos a primeira frase e fazemos o filme todo.
Esse todo acaba por nos trazer alguns incómodos, porque em todas as interacções há pelo menos duas realidades. Cada uma delas é especial, única e constituída por mapas do mundo distintos. Cada uma dessas realidades tem por base expectativas, sensibilidades e crenças que, por terem origem em experiências individuais, são efectivamente diferentes.
Como podemos então ajudar quem nos procura, como podemos aprender a ouvir activamente e criar contextos de descoberta?
Este é um exercício desafiante, mas e se percebermos que o desabafo é um momento do outro, que o nosso papel é apenas o de escutar e de estar sem condições, tudo flui.
Um desabafo é sempre um momento de reflexão e pode ser um momento de construção. Precisamos apenas de estar disponíveis para ouvir e fazer as perguntas certas, com paciência e sem julgamentos. Temos de desenvolver a consciência de que as nossas sugestões são apenas as nossas sugestões, e o nosso mapa do mundo é limitado, porque é condicionado pela nossa experiência. Por isso, e para ajudarmos as pessoas de quem gostamos a chegar mais longe, ofereçamos o nosso ombro e a capacidade de alumiar as soluções.
Deixemos que seja o outro a encontrá-las.
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O PROBLEMA NÃO É O PROBLEMA]]>Ana Costa Camposhttps://www.conscious2b.pt/post-unico/2018/06/05/O-problema-n%C3%A3o-%C3%A9-o-problema-e-sim-o-estado-emocional-com-que-abordamos-o-contexto-em-que-se-desenrola-o-problemahttps://www.conscious2b.pt/post-unico/2018/06/05/O-problema-n%C3%A3o-%C3%A9-o-problema-e-sim-o-estado-emocional-com-que-abordamos-o-contexto-em-que-se-desenrola-o-problemaTue, 05 Jun 2018 09:25:00 +0000
O PROBLEMA NÃO É O PROBLEMA E SIM O ESTADO EMOCIONAL COM QUE ABORDAMOS O CONTEXTO EM QUE SE DESENROLA O PROBLEMA
Quem não teve já dramas na vida? Quem não viveu já situações de tensão paralisante, em que o mundo parecia escorregar entre as mãos?
Todos, com certeza, porque vida é uma roda de imprevistos, de momentos gratificantes e de momentos dolorosos.
No entanto, há pessoas que vivem em constante estado de inquietação. Há também outras que vão ultrapassando obstáculos atrás de obstáculos e que não se lamentam, continuam.
Porque será, então, que há pessoas a quem a vida parece correr pior do que a outras?
Efectivamente, há horas dramáticas e pessoas dramáticas.
Há acontecimentos que nos desestruturam, que nos empurram para o vazio, mas há pessoas que revivem esses estados, como se a vida lhes estivesse sempre a tirar o tapete.
Será assim? Será que a vida a uns tira o tapete a outros oferece um belo Kilim para assentar os pés?
Acredito que não e, por isso, procuro saber de onde vem a capacidade de desdramatização de uns, e os efeitos positivos que se fazem sentir no seu dia a dia.
Há pessoas que são dependentes da desgraça. Constituem-se na, e com a, fatalidade. Mudam de situações difíceis para outras ainda mais complicadas e queixam-se sistematicamente, apontando-se como vítimas de um mundo injusto.
Já sei que vai correr mal! Nunca tenho sorte! Tinha de me calhar a mim, é sempre a mesma coisa! Ninguém gosta de mim!
A realidade é que, independentemente dos acontecimentos, os seus padrões conduzem à fatalidade, pura e simplesmente porque a sua linguagem e estrutura mental estão formatadas por estratégias e padrões destrutivos e negativos.
O drama serve múltiplos propósitos. Dá energia e pode ser motor de excitação, de estímulo para agir. Pode constituir-se como identidade, atribuindo visibilidade e estatuto. O dramático tem desculpa para tudo, e tudo serve para evidenciar as suas necessidades, para manifestar o abandono e a injustiça dos outros. Conquista a sua audiência apelando à emoção, junta-lhe uma lagrimita e um descair de ombros, remata com a palavra desgraça e recebe toda a atenção de que necessita. O dramático sofre, e é em contextos de conflito, em períodos de incerteza e de mudança disruptiva, que se percebe a dependência do drama e da vitimização.
O que acontece é que, ao manter este estado, vão-se acumulando frustrações e construindo crenças de fatalidade. Consolidam-se padrões de linguagem que se reflectem na comunicação connosco e com os outros, limitando as escolhas e opções de resposta.
Que podemos então fazer para eliminar estas crenças e padrões de pensamento limitadores? Como podemos perceber que o problema nunca é o problema, mas sim a forma como o percebemos, como o vemos, como o ouvimos, como o sentimos?
Olhemos para os que estão à nossa volta e procuremos as respostas. Há amigos ou familiares que sofreram tanto ou mais do que nós. Como reagiriam eles perante o drama? Há pessoas que admiramos, mesmo personagens de ficção. Como agiriam ? Que diferenças de comportamento há entre mim e os outros?
Agora pense de novo em si e procure o seu padrão de comportamento. O que faz, o que sente, o que vê nos momentos de ansiedade e de incerteza. Imagine uma situação de doença complicada, ou a última ocasião em que teve um grande problema para resolver. Pegue num caderno e escreva todas as frases que lhe surgem à mente para descrever a situação. O que vê, o que ouve, o que sente e o que partilhou com as outras pessoas sobre o tema.
Se tiver frases ou pensamento negativos assinale-os.
Por exemplo, frases como:
um dia de cada vez,
se tiver sorte talvez melhore,
espero que tudo corra bem,
vamos ver se não piora,
a vida é injusta,
vamos tentar,
vamos esperar e ver,
foi o melhor que se conseguiu,
o médico disse que a doença é grave,
etc.,
provocam estados de depressão, de falta de energia. Reescreva-os, em seguida, de forma positiva:
em vez de um dia de cada vez, dizer amanhã é outro dia;
em vez de se tiver sorte talvez melhore, dizer está no caminho certo para a melhoria;
em vez de a vida é injusta, escreva hoje a vida pregou-me uma partida, mas amanhã vai ser melhor,
quanto ao que o médico disse, foque-se no melhor cenário e arrume o pior.
Entender de onde vem a necessidade inconsciente de dramatização é a chave para abordá-la com eficácia. Ao escrever, está a transferir para o papel e a visualizar, num contexto neutro, um conjunto de respostas e soluções alternativas. Proponho que insista, porque esta prática depressa se torna num exercício terapêutico, e as suas emoções, sentimentos doídos e tensão, frequentemente associados à dramatização dos acontecimentos, tornam-se claros. Abrem-se novas perspectivas, porque ao quebrar os padrões de linguagem mudam-se as estratégias. Comportamentos diferentes geram resultados diferentes, e este pode ser o primeiro passo para compreender porque carregou estes comportamentos durante tantos anos na sua vida.
Quando confrontar a sua resposta emocional habitual com o propósito que estes comportamentos estavam a cumprir na sua vida, poderá finalmente rejeitá-los e reenquadrar o cenário do seu drama.
O sofrimento e a dor não desaparecem. O sofrimento e a dor são legítimos e indiscutíveis, mas é melhor passar pela tristeza sentado num sofá confortável e bem iluminado, do que sentado num banco de pau, sem conseguir vislumbrar alternativas. A escolha é sua.
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MAL ME CONSIGO LEMBRAR DO QUE ACONTECEU ONTEM, MUITO MENOS DO QUE ACONTECEU DURANTE ESTE ÚLTIMO ANO…]]>Ana Costa Camposhttps://www.conscious2b.pt/post-unico/2016/05/08/What-Causes-Sleep-Anxietyhttps://www.conscious2b.pt/post-unico/2016/05/08/What-Causes-Sleep-AnxietyTue, 15 May 2018 13:25:00 +0000
Esta frase é frequentemente ouvida, e quase todos já a pronunciámos. A ideia de que a partir de uma certa idade temos falhas de memória é bem aceite, mas a ideia de que não nos lembramos das coisas porque a vida é um stress e estamos sempre a correr, tem de ser repensada.
Não sei o que fiz ontem, mas posso começar por reflectir sobre aquilo que faço e sobre o que me acontece hoje.
A ideia de que o tempo passa a correr, que não vemos os nossos filhos crescer, que não vivemos o nosso amor, que não gozamos a vida, pode ser combatida. Na realidade, a nossa vida é uma sucessão de acontecimentos, mas infelizmente estamos a vê-los, ouvi-los e senti-los como se estivessem a ser projectados num ecrã. De facto, conseguimos ver o que se passa, mas não ouvimos e não sentimos.
A minha proposta é que passemos cinco a dez minutos por dia a rever o que nos aconteceu e a reflectir sobre o que fizemos durante o dia.
Listemos mentalmente o que correu bem, o que correu menos bem e ordenemos aquilo em que podemos melhorar. Revisitemos as nossas sensações, recordemos o cheiro da cabeça lavada do nosso filho, a lambidela carinhosa do nosso cão, o sorriso encorajador da nossa colega de trabalho, o sol que nos aquece a casa e o bem que nos sabe aquele momento de mansidão. Avancemos mais um passo e, ao mesmo tempo que nos tornamos conscientes das nossa respiração, concentremo-nos em perceber como fizemos para ter aquele dia, porque fizemos e para que fizemos o que fizemos.
Descobrir o como, o porquê e o para quê, eleva o nível de nossa consciência e capacidade de controlo da nossa vida.
Consciência significa estarmos focados no momento presente, sermos capazes de observar calmamente e de aceitar todos os sentimentos, pensamentos e sensações.
Consciência significa sermos capazes de nos determos a escutar o nosso interior e a nossa experiência, transformando-os em sabedoria, clareza e paz.
Consciência significa podermos concentrar-nos no que é importante, alinhando as prioridades, os objectivos e os valores que nos sustentam.
Tudo o que queremos advém da necessidade de realizar um valor, algo de essencial que tenha um significado só nosso, uma intenção maior. Quando encontramos essa intenção, percebemos que ela é a verdadeira força motivacional que temos de perseguir.
É fundamental olhar para os nossos objectivos como uma direcção, um caminho, e não como como uma lista de coisas a fazer ou a ter. Podemos transformá-los em algo grande e motivador, celebrando todos as etapas e vitórias conseguidas. Pensemos neles, não como um fim, mas como um meio para alcançar o nosso propósito de vida; não como um destino, mas como um percurso.
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